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Brasil e Mundo
Jovem catarinense de 24 anos morre na guerra da Ucrânia após pisar em mina terrestre na primeira missão
Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, era natural de Camboriú (SC). Ele faleceu durante sua primeira missão em campo de batalha.
Um jovem catarinense de 24 anos perdeu a vida no conflito armado na Ucrânia após pisar em uma mina terrestre durante sua primeira missão em campo de batalha. Paulo Ricardo Dutra, natural do município de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, estava no país europeu há três meses e completaria 25 anos em outubro. A família tenta buscar meios de realizar o traslado do corpo de volta ao Brasil.
Antes de viajar para o Leste Europeu, Paulo trabalhou em comércios de sua cidade natal, tentou morar na Espanha e atuava como vendedor em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul. Segundo familiares, ele afirmava que a ida para a guerra tratava-se da realização de um “sonho pessoal”.
Os últimos dias e a dinâmica do acidente
Durante o período inicial de três meses na Ucrânia, o jovem permaneceu em regime de treinamento e mantinha contato diário com a mãe, Eunice do Amaral Santos. Na quarta-feira, dia 9 de setembro, ele avisou a família que participaria de sua primeira missão operacional.
Segundo relatos repassados por companheiros de farda e pelo comando da unidade, na quinta-feira um militar do grupo acabou ficando ferido em combate. Paulo insistia em prestar socorro ao colega. Durante o deslocamento no dia seguinte, enquanto o grupo fazia uma pausa para descanso, o jovem catarinense foi buscar mantimentos entregues por um drone quando acabou pisando em uma mina terrestre, falecendo no local.
O corpo do brasileiro ainda permanecia na área de combate no momento em que a família recebeu a confirmação do óbito, no domingo (13).
Alerta da mãe e silêncio das autoridades
Emocionada, a mãe de Paulo Ricardo fez um apelo público na intenção de alertar outros jovens brasileiros que cogitam se alistar no conflito:
“Eu queria poder jogar na rede social, porque para esses guris novos que estão com essas ideias, pensar, parar, não fazer essa besteira igual o meu filho fez, perder a vida lá por nada, para nada”, declarou Eunice.
A família aguarda orientações e auxílio das autoridades diplomáticas brasileiras para localizar e repatriar o corpo. A Embaixada da Ucrânia no Brasil ainda não havia emitido posicionamento oficial sobre o caso até o fechamento desta edição.
Fonte ClicRDC
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